Soja do Piauí ultrapassa os R$ 8 bi valor de produção agrícola

Estado tem duas cidades entre as 50 com agricultura de maior valor no país

A soja alcançou R$ 8,6 bilhões em valor de produção agrícola do Piauí em 2022, representando mais de 66% do valor total de produção agrícola do Estado, segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística. Em segundo lugar ficou a produção de milho com um valor de produção de R$ 3,1 bilhões, o que representou cerca de 24,18% do valor total da produção agrícola piauiense. A pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) traz os dados referentes ao valor econômico da produção agrícola das cidades brasileiras.

Mais uma vez o município de Baixa Grande do Ribeiro, a 586 km de Teresina, se destacou como o principal produtor respondendo por cerca de 23% do valor total da produção, o que corresponde a pouco mais de R$ 2,96 bilhões. Em segundo lugar ficou o municípios de Uruçuí, 460 km da capital, que foi responsável por 17,9% do valor de produção agrícola do Piauí. Os dois municípios estão no ranking nacional das 50 cidades de agricultura com maior valor. No ranking nacional o Piauí ficou em 14º lugar no valor de produção agrícola por estados. Baixa Grande do Ribeiro em 20º e Uruçuí em 39º.

“A gente sabe da importância destes destaques e quem vive na região sabe do impacto positivo para a economia, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida e IDH da região. Existem duas realidades para os municípios desta região do Piauí, uma antes do desenvolvimento do setor e outra depois deste desenvolvimento”, afirma o presidente da Associação de Produtores de Soja do Piauí, Alzir Neto. Ele afirma ainda que não custa lembrar que os impactos positivos seriam ainda maiores se as condições de infraestrutura, estrada e energia melhorassem para a região.

Em 2022, o valor da produção agrícola no Brasil chegou ao recorde de R$ 830,1 bilhões, com alta de 11,8% ante 2021. A produção de grãos cresceu 3,8% e chegou ao recorde de 263,8 milhões de toneladas. Mato Grosso teve o maior valor de produção, com R$ 174,8 bilhões, alta anual de 15,2%, seguido por São Paulo (R$ 103,0 bilhões e alta de 22,5%) e Minas Gerais (R$ 87,3 bilhões e alta de 28,1%).

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