Primeira infância sem açúcar reforça bons hábitos alimentares, afirma nutricionista

O consumo exagerado de doces por crianças pode ter vários efeitos durante a vida adulta. Por isso, é recomendado que a introdução de açúcar na alimentação infantil se dê apenas a partir do segundo ano de vida, com moderação. A informação é da nutricionista Ana Letícia Mira, da Hapvida NotreDame Intermédica.

De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças estão com obesidade ou sobrepeso no Brasil.
Os dados reforçam a importância da manutenção de bons hábitos desde a primeira infância. Em longo prazo, a alta ingestão de açúcar pode desencadear repercussões preocupantes. “Além do aumento de peso, há o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, problemas vasculares, síndrome metabólica e problemas dentários”, orienta Ana Letícia.

Segundo a profissional, é preciso adotar boas escolhas durante os primeiros anos de vida para gerar familiaridade das crianças com opções saudáveis, a exemplo das frutas e dos legumes. Oferecer alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras, por sua vez, pode gerar seletividade por parte dos pequenos.
“Introduzir alimentos saudáveis desde cedo facilita que, no futuro, não haja restrição a eles”, reforça.

A nutricionista assegura, ainda, que, nos primeiros 24 meses de vida, uma série de açúcares devem ser evitados. Isso inclui o branco, o cristal, o demerara, o mascavo, além de melado, rapadura, caldo de cana, glicose, sacarose, maltodextrina, dextrose, frutose, xarope de glicose, milho, guaraná, malte, adoçantes artificiais, preparações com açúcar para bolo, biscoitos, iogurte, sucos adoçados, refrigerante, sucos prontos, chocolate e achocolatado, cereais matinais, balas, pirulitos, picolé, sorvete, dentre outros.

Com a irmãs Lara e Mel, 7 e 4 anos, foi assim. “As duas ficaram até os três anos sem açúcar. Nada de refrigerante até hoje. Sem doces, balinhas até os três. Passaram a consumir chocolate ou bombom muito atualmente e mais por influência da escola”, afirma a mãe das pequenas Katyane Marques. Mesmo assim o consumo ainda é controlado ao máixmo que a família pode. “Elas comem bem. Graças a Deus! Gostam de frutas consomem bem saladas e só tomam suco natural ou cajuína. Vamos tentar manter assim o máximo que podermos”, acrescenta.

Fonte: ASCOM HAPVIDA

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