Mulheres formam 30% do cooperativismo no Piauí

Somente no ramo educacional, 80% das cooperativas são presididas por mulheres

O cooperativismo e as mulheres estão cada vez mais engajados. Atualmente, o Piauí tem 3.308 mulheres cooperadas, número que corresponde a 30% do percentual total de pessoas que oferecem variados serviços, através do cooperativismo. Elas são o retrato de que, com profissionalismo e força de vontade, podem se superar e transformar o mundo em um local melhor para se viver. No Brasil, as mulheres são 40% dos cooperados.

Segundo o superintendente do Sistema OCB/SESCOOP-PI, José de Arimatéa Costa da Silva, somente no ramo educacional, 80% das cooperativas são presididas por mulheres. É um segmento que gera R$ 50 milhões em renda por ano. “Também no segmento da saúde  existem cooperativas, como as de enfermeiras, onde 95% do quadro social são compostos por mulheres. É uma cooperativa muito bem gerida e atuando de forma impactante no mercado de trabalho”.

A diretora da Cooperativa Educacional CET, Rosilda Castelo Branco, vê uma evolução significativa da mulher no cooperativismo hoje, com exemplos de força, liderança e empoderamento. Para ela, quando a mulher assume uma posição de liderança, garante um crescimento considerável para a empresa.

“A mulher tem um espírito maternal na resolução de conflitos, mas força e coerência para a liderança. Sensibilidade e a capacidade para ser protagonista e coadjuvante ao mesmo tempo. São aptidões que só encontramos nas mulheres. O que esperamos é que a mulher seja respeitada e reconhecida no cooperativismo e em todos os locais, mostrando sua sensibilidade, competência e habilidade para o crescimento do cooperativismo não só no Piauí, mas em todo o mundo”, afirma Rosilda Castelo Branco.

 

A presidente da Cooperativa de Artesanato do Poty Velho (COOPERART – POTY VELHO), Antônia Lisboa, afirma que o cooperativismo mudou a vida de muitas mulheres com quem ela convive, pois, juntas, elas conquistaram seus espaços, tornando-se independentes financeiramente. “O diferencial da mulher é que ela quer mostrar que pode e que é forte. Com isso, a mulher e a cooperativa se destacam e evoluem. A nossa expectativa é de melhorar, receber apoio, visibilidade e reconhecimento dos nossos trabalhos”.

Fonte: ASCOM

 

Jornalista e Radialista.

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