O magnata do cinema Harvey Weinstein, 73 anos, cuja queda em desgraça em 2017 marcou o nascimento do movimento global #MeToo, voltou ao banco dos réus nesta terça-feira (15) para ser julgado por estupro e agressão sexual, depois que sua primeira condenação foi anulada. “O juiz está analisando os membros do júri. Vamos lá fazer o melhor que pudermos para conseguir um júri justo e imparcial”, disse o advogado de Weinstein, Arthur Aidala, aos jornalistas. A condenação por júri popular em 2020 a 23 anos de prisão foi anulada pelo Tribunal de Apelações de Nova York em abril de 2024 por tecnicidades processuais. A justiça o considerou culpado em duas das cinco acusações: agressão sexual de Mimi Haleyi e estupro de Jessica Mann. Vestido com terno e gravata azul e em cadeira de rodas, Weinstein assistiu ao primeiro dia de seleção dos membros do júri que selarão seu destino, em um processo complexo, pois muitos dos candidatos foram recusados após reconhecerem que não poderiam ser imparciais em um caso tão midiático.
Detido na prisão de Rikers Island, em Nova York, Weinstein atualmente cumpre outra sentença de 16 anos imposta por um tribunal de Los Angeles pelo estupro e agressão sexual de uma atriz europeia em 2013. O ex-todo-poderoso produtor de sucessos cinematográficos como ‘Sexo, Mentiras e Videotape’, ‘Pulp Fiction’ e ‘Shakespeare Apaixonado’ apareceu em audiências recentes visivelmente debilitado, careca, pálido e em cadeira de rodas, mas sempre com um olhar desafiador no rosto. Desde o surgimento do #MeToo, houve um aumento significativo nas denúncias de abuso e assédio sexual, principalmente em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Espanha e México. Atores como o francês Gerard Depardieu e o americano Bill Cosby foram levados ao banco dos réus por suas supostas vítimas.
Fonte: UOL
