CERAC capacita agricultores familiares de quatro comunidades rurais de Pedro II

Entre os dias 06 e 08 de agosto, 25 agricultores das comunidades rurais Salobro, Canta da Várzea, Virgínia e Aroeira recebem formação sobre a Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA),na localidade Salobro.

Com foco na transformação de vidas no sertão piauiense, onde cada gota d’água vale ouro, o GAPA é uma das etapas de grande relevância do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), por reunir as famílias que receberam as tecnologias do programa durante três dias, com a missão de compartilhar experiências e conhecimentos a respeito da gestão da água voltada à produção de alimentos, o que garante ao povo sofrido da caatinga segurança alimentar e nutricional.

A capacitação contou com a participação do coordenador do programa Uma Terra e Duas Águas, José Maria Saraiva, que apresentou aos agricultores e agricultoras familiares as tecnologias implantadas pela Articulação no Semiárido Brasileiro, com foco no acesso a políticas públicas eficientes de convivência com a estiagem, como a cisterna calçadão, barragem subterrânea, reaproveitamento de águas e o não uso de agrotóxicos, além dos cuidados com a fauna e a flora piauiense.

Há anos, o senhor Marcelo Sena, da comunidade Virgínia, sente na pele as dificuldades para ter acesso à água. Situação que começou a mudar quando ele foi contemplado com o programa P1+2. Ele enxerga com esperança a conquista da cisterna calçadão, que vai ampliar o cultivo de hortaliças e a criação de pequenos animais em sua propriedade.

“Eu venho de uma comunidade onde foram cavados nove poços e não deu água. As cisternas surgiram como a única alternativa viável para garantir água de qualidade para o consumo e sustento dos animais. Situação que vai melhorar mais ainda com a cisterna calçadão”, conta Marcelo.

No quintal da dona Maria Alves, da comunidade Salobro, há uma vasta criação de galinhas. Com a cisterna calçadão, ela pretende ampliar a produção de alimentos para suas aves, que são a principal fonte de renda da agricultora familiar.

“O meu objetivo é plantar muito capim para que as minhas galinhas tenham uma alimentação de qualidade e construir mais um galinheiro, assim como diminuir os custos da produção.”

Maria Alves, comunidade Salobro.
Maria Alves, comunidade Salobro.

 

Com mais de três décadas dedicadas às ações sociais que garantem autonomia financeira e convivência harmoniosa com o Semiárido, José Maria Saraiva esclarece que os projetos são focados no que as famílias produzem. Além da capacitação e acompanhamento técnico, os agricultores e agricultoras também recebem um recurso de R$ 4.600 do Piauí Fomento, pago em duas parcelas, para ampliar ainda mais essa produção.

 

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