Bolsonaro volta a atacar isolamento: “não está difícil saber o que nos espera”

O presidente está em campanha pelo fim da quarentena e defende que as pessoas possam voltar ao trabalho

Jair Bolsonaro subiu mais um degrau na sua campanha pelo fim da quarentena, medida recomendada pelas autoridades de saúde como meio mais eficaz para frear a propagação do coronavírus. “A continuar com o fecha geral, não está difícil de saber o que nos espera”, escreveu o presidente no Twitter.
Bolsonaro está em guerra com os governadores e prefeitos que determinaram medidas de isolamento social nos estados e cidades para frear o avanço da pandemia. Sem vacina e remédios, a covid-19 tem no distanciamento social a forma mais eficaz de prevenção, segundo autoridades médicas de todo o mundo, a começar pela Organização Mundial da Saúde (OMS), frequente alvo de ataques de Bolsonaro.
No sábado 18, o presidente voltou a contrariar as recomendações de isolamento social ao aparecer no Palácio do Planalto e provocar aglomeração de apoiadores em frente à sede do poder executivo. Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 15h e foi até o Palácio do Planalto, segundo ele “para ver o movimento”. A maioria dos apoiadores não usava máscara de proteção – e nem o presidente.
Separado dos apoiadores por grades, o ex-capitão voltou a criticar o isolamento social adotado por governadores e prefeitos, falou que milhões de pessoas já perderam seus empregos e afirmou que “vai faltar dinheiro para pagar o funcionalismo público” com a paralisação da economia.
Também neste sábado, apoiadores do presidente voltaram às ruas em carreatas pedindo a reabertura do comércio e também para fazer críticas ao governador João Doria, à Rede Globo e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Em São Paulo, dezenas de carros se concentraram próximo ao cruzamento das avenidas Paulista e Rebouças e fizeram buzinaço, bloqueando o trânsito em vias de acesso a grandes hospitais da capital.
Os manifestantes ficaram parados em seus carros na região onde estão localizados o Hospital Emílio Ribas, unidade de referência em infectologia e que está destinado totalmente ao atendimento de pacientes com o coronavírus, cujos leitos atingiram 100% de sua capacidade, e também o Hospital das Clínicas, os dois da rede pública e responsáveis por atender grande parte das vítimas de covid0-19 na capital paulista.
Fonte: cartacapital.com.br

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